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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

o novo site do Palestrante Deficiente Visual Tonny Ollyver.



Olá, amigos...

Estamos usando esse espaço para convidá-los a acessar o novo site do Palestrante Deficiente Visual Tonny Ollyver. Como alguns já devem saber, e para os que não sabem, o Tonny é palestrante nas áreas de segurança do trabalho, motivação e superação e vendas. O site dele ficou pronto, bem como a fan page aqui no Facebook.

Convidamos você a prestigiar, conhecer o site, ver a agenda de palestras, e se tiver interesse, entre em contato e agende o evento da sua empresa.

Segue o website: http://tonnyollyver.com.br/

A fan page: http://www.facebook.com/pages/Tonny-Ollyver-Palestrante/131286666965107.

Por favor, clique em Curtir e compartilhe com seus contatos.

O Tonny e sua equipe de assessores e marketing agradecem!






http://tonnyollyver.com.br/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

27 DE JULHO DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO

O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho de 1972, por iniciativa do então ministro do trabalho Júlio Barata, que publicou as portarias 3.236 e 3.237, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e atualizando o artigo 164 da CLT. Por isto, a data foi escolhida para ser o dia nacional de prevenção de acidentes de trabalho.
Era um período de fragilidade no tocante à segurança dos trabalhadores no Brasil. O número de acidentes de trabalho era tamanho que começaram a surgir pressões exigindo políticas de prevenção, inclusive com ameaças do Banco Mundial de retirar empréstimos do país caso o quadro continuasse.
Hoje, 30 anos depois, não se pode pensar uma empresa que não esteja preocupada com os índices de acidentes de trabalho. A segurança dentro da empresa é sinônimo de qualidade para a mesma e de bem-estar para os trabalhadores. Financeiramente, também é vantajosa: treinamento e infra-estrutura de segurança exigem investimentos, mas por outro lado evitam gastos com processos, indenizações e tratamentos de saúde em casos que poderiam ter sido evitados.
 http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/acidentes/home.html

terça-feira, 7 de junho de 2011

Empresas não estão preparadas para receber portadores de deficiência

Toda a vez que surge uma nova oportunidade de emprego, encaminhamos um currículo e aguardamos (ansiosos) um chamado para a famosa entrevista, correto? Com a deficiente visual Camila Silva Bloker não foi diferente. Há aproximadamente seis meses, ela enviou seu material a uma empresa local e acabou sendo selecionada para a função de secretária. Ela trabalhava, na época, como professora de braile no Imeab, mas teria possibilidade de evoluir nesse novo trabalho. "Por seis meses, eu só atendi telefone. A empresa me ofereceu a vaga, mas não adaptou o espaço. Eu poderia fazer mil coisas dentro da organização, mas não tive possibilidade", explica a jovem, de 23 anos. Camila, que é estudante de Pedagogia, se sentiu inútil frente à função proposta e pediu demissão. No outro dia, ela já estava nas ruas, visitando estabelecimentos e deixando currículos. "Mas, infelizmente, essa procura foi inútil. As empresas não estão adaptadas para receber portadores de deficiência, especialmente visual. E é tão simples oferecer condições. Por vezes, basta instalar um programa específico no computador", frisa Camila. A jovem não é a única que precisa trabalhar e não encontra espaço. Outros deficientes visuais, amigos de Camila, compartilham da mesma dificuldade. "Eu fiquei bastante preocupada depois que percebi como é o mercado de trabalho na cidade. Muito se fala em inclusão social, mas não vejo isso acontecer aqui. Eu até poderia estar estagiando em uma escola, mas o Imeab é a única instituição que oferece essa oportunidade a deficientes, e já está com o quadro de funcionários completo", explica Camila. A jovem se disponibiliza a ir às organizações interessadas e mostrar o que é necessário fazer para empregar um deficiente visual. O custo, ao contrário do que muitos pensam, é baixo. "Há muito preconceito, também. As pessoas não acreditam que o deficiente é capaz de desempenhar qualquer atividade. Só é necessário adaptar alguns detalhes. Eu sei que posso muito mais do que atender um telefone, só quero poder mostrar isso", finaliza.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tonny Oliveira Deficiente Visual: Justiça estadual pode julgar acidente de trabalho

Tonny Oliveira Deficiente Visual: Justiça estadual pode julgar acidente de trabalho

Justiça estadual pode julgar acidente de trabalho

A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve sentença que condenou o INSS a pagar auxílio-acidente a trabalhador que perdeu a audição em decorrência do seu trabalho. A decisão, tomada no dia 23 de março, reformou apenas os valores dos juros incidentes e do pagamento de custas, despesas judiciais e emolumentos. A sessão que julgou o recurso apelação do INSS contou com a presença dos desembargadores Íris Helena Medeiros Nogueira (presidente do colegiado e relatora), Tasso Caubi Soares Delabary e Leonel Pires Ohlweiler. O autor afirmou que ficou surdo devido ao ruído em seus locais de trabalho, após duas décadas de meia de profissão como obreiro. Segundo ele, trabalhou em empresas onde ficava exposto a ruídos excessivos, sendo que em alguns locais o barulho ultrapassava o permitido para oito horas diárias de exposição. Diagnosticada a surdez irreversível e bilateral, ele resolveu ingressar na Justiça em busca do pagamento do auxílio-acidente e do abono anual desde a época em que se desligou da empresa onde trabalhava, afirmando ser portador da perda auditiva ocasionada por ruído ocupacional. Em contestação, o INSS alegou a inexistência de nexo de causalidade entre a doença e a atividade laboral. Também solicitou o afastamento da competência da Justiça Estadual para apreciar a matéria. A ação tramitou na 6ª Vara Cível da Comarca de Caxias do Sul, onde a juíza de Direito Luciana Fedrizzi Rizzon condenou o INSS ao pagamento do auxílio-acidente e do abono anual, no percentual de 50% do seu salário-benefício, devidos desde o recebimento do laudo pericial pelo juízo. O valor deveria ser corrigido pelo IGP-DI, com juros de mora de 1% ao mês. Segundo a juíza, os laudos periciais comprovaram os danos nos dois ouvidos do autor. A julgadora destacou que a Justiça Estadual também tem competência para julgar os casos envolvendo acidente de trabalho. Houve recurso da decisão por parte do INSS. Em suas razões de apelação, o Instituto repisou o argumento de inexistência de nexo de causalidade entre a doença e a atividade laboral, assim como o afastamento de competência da Justiça Estadual para julgar o caso. Referiu que a caracterização do acidente não é suficiente para ensejar a concessão de qualquer benefício acidentário, afirmando que a prova dos autos não revelou a existência de redução da capacidade laborativa. Segundo a desembargadora-relatora da apelação, Iris Helena Medeiros Nogueira, é da competência da Justiça Estadual julgar pedidos relativos à concessão de benefícios de natureza acidentária. Nesse sentido, citou as Súmulas 501 do STF e 15 do STJ. "Compete à Justiça Ordinária Estadual o processo e o julgamento, em ambas as instâncias, das causas de acidente de trabalho, ainda que promovidas contra a União, suas autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista (Súmula 501 – STF). Compete à Justiça Estadual processar e julgar os litígios decorrentes de acidentes de trabalho (súmula 15 – STJ)." Quanto ao direito do trabalhador, a desembargadora Iris afirmou que a prova dos autos do processo indica a efetiva existência de lesão auditiva, apontando expressamente a vinculação entre a moléstia e o trabalho. Em seu relatório, a desembargadora afirmou, ainda, que por equiparação legal, a doença profissional e a doença do trabalho são consideradas como acidente de trabalho, cuja definição legal está prevista no artigo 19 da Lei 8.213/91. "O acidente de trabalho é definido como sendo aquele evento ocorrido em virtude do exercício de trabalho a serviço da empresa, que provocar lesão corporal ou perturbação funcional, causando a morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho", esclareceu a desembargadora. Diante das provas, foi determinado o pagamento do auxílio-acidente e do abono anual, acrescidos de juros e de correção monetária nos índices aplicados à caderneta de poupança. O INSS também foi isentado do pagamento das custas, despesas judiciais e emolumentos, e os honorários advocatícios foram reduzidos para 10% sobre o valor da condenação

quinta-feira, 24 de março de 2011

Materia revista proteçao

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Revista Proteção Março 2011: Câncer e Trabalho

Amputados Vencedores é parceira da Revista Proteção e destaca a capa do mês de Março de 2011: CANCER E TRABALHO – Desconhecimento e exposições indevidas podem levar à doença.
Nessa reportagem, a repórter Cristiane mostra a realidade de inúmeros trabalhadores, como Tonny Oliveira, que desconhecem o perigo que está à sua volta, em seu ambiente de trabalho. Através dos nossos sentidos os produtos tóxicos como amianto, benzoato, ácidos, entram em nosso corpo e provocam mutação em nosso organismo, desenvolvendo câncer em diversas partes do corpo. O mais difícil dessa realidade é mapear e controlar essa realidade. Como dizer que o tumor está relacionado ao ambiente de trabalho? Tonny palestrante nem imaginava isso quando inalava todos aqueles produtos na fábrica de jóias. Somente anos depois o trabalhador vai receber aquele diagnóstico cruel de que está com câncer e que não será possível fazer muitas coisas. Como Cristiane mostrou na reportagem um trabalhador segue às pressas para a sala de cirurgia para retirar um pulmão. Outro terá sua pele corroída no nariz. Outro terá um tumor no cérebro. Outro afetará o rim ou o fígado. E assim caminha a humanidade: o lucro está em primeiro lugar nesse sistema capitalista e como fica a segurança do trabalhador que atua em condições ainda pouco estudadas? Fica aí nosso questionamento. Agora, quando parar para abastecer meu carro vou pensar naquele frentista que inala o benzoato que está indo para o tanque de gasolina. Será que ele também será uma vítima no futuro? Jane Peralta – Amputados Vencedores 

segunda-feira, 14 de março de 2011

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Minha História





PALESTRANTE TONNY OLIVEIRA



Eu me chamo Antonio Silva de Oliveira, nasci em São Paulo em 10 de março de 1978. Aos 25 anos passei por algo que nunca esperava: Perdi minha visão, devido às condições de trabalho insalubre.
No ano de 1990 saí com minha família da cidade de São Paulo e  viemos residir no norte do Paraná, na cidade de  Apucarana, na época tinha 12 anos de idade.  Aos 16 anos recebi a primeira proposta de emprego da minha vida em uma empresa que fabricava jóias e folheados a ouro.
Comecei trabalhando como auxiliar no estoque de  mercadoria da empresa e com o passar dos anos fui promovido para o laboratório, setores  de limpezas e polimentos de peças brutas,  onde permaneci por 4 anos. 
Nesse laboratório eu manipulava vários elementos químicos , tais como ácidos sulfúrico, clorídrico, nítrico, cianídrico, peróxido de carbono  e cianeto de sódio, produtos estes que apontavam alta periculosidade, além do alto ruído das máquinas de polimento.



Tendo em vista todo este perigo eminente, a empresa recomendava o uso de alguns equipamentos de segurança, tais como luvas, máscaras, botas, óculos e aventais. Todavia não existia na empresa uma fiscalização mais rígida. Por conta desta negligência, muitas vezes eu deixava de usar os equipamentos de segurança adequados, tinha auto confiança. 
Algum tempo depois, a empresa me transferiu para o setor galvânico (banho de ouro). Nesse setor também havia componentes químicos, porém de forma reduzida. Entusiasmado comecei o meu novo cargo na empresa, bastante satisfeito,  pois sempre sonhei em trabalhar naquele setor.
Realizado com o novo cargo, pensava em trabalhar por muitos anos, tanto assim que prestei vestibular para Química, cheguei a ficar na lista de espera da segunda chamada da Universidade Estadual de Londrina,pois tinha como meta me tornar  o químico da empresa.
Tudo parecia perfeito até que no ano 2002, quando já completava 7 anos de trabalho, inexplicavelmente comecei a sentir alguns sintomas desagradáveis, mas nada que me incomodava. Eventualmente acordava de manhã com dores de cabeça e sensações incômodas na altura do nariz. Ao longo do ano, minha visão foi se enfraquecendo, mas nada parecia ser tão grave. Estava com medo de perder o tal cargo desejado, trabalhei ainda até o restante do ano de 2002.
No final do ano, apreensivo com os problemas de saúde que vinha enfrentando, procurei um médico para descobrir o que estava acontecendo comigo. Depois de realizar vários exames recebi o diagnóstico: havia um tumor em minha cabeça.
Em janeiro de 2003, após ter ficado cinco dias internado no Hospital da Providência em Apucarana, já com a visão bem fraca, fui rapidamente encaminhado para o Hospital Evangélico de Curitiba, onde fiquei por quase dois meses.  
Após ter passado por uma série de exames e tratamento intensivo, no dia 5 de março de 2003,  fui submetido a uma cirurgia de alto risco. Segundo o médico Dr. Samir, o tumor não era maligno, porém, sua localização assim o tornava, sendo a chance de sobrevivência mínima. De cada 100 casos apenas um sobrevive e com seqüelas muito graves. Minha família e amigos oraram muito por mim e com a ajuda de Deus eu sobrevivi a esta cirurgia que perdurou por 12 horas. 
Ao término da cirurgia fiquei caracterizado como Deficiente Visual, estava completamente cego.
Depois de alguns dias de convalescência, ainda sofrendo com o  trauma de ter perdido a visão, recebi alta do hospital. Logo retornei para a cidade de Apucarana onde resido. Na verdade feliz em poder reencontrar os amigos e familiares, porém triste em não poder contemplar as pessoas e as maravilhas existentes na terra.
Inicialmente foi muito difícil pois, não estava preparado para essa nova situação. No começo sofri vários preconceitos e muitos amigos se afastaram. Passei pelo complexo de inferioridade, ficando restrito de lutar por qualquer conquista, até mesmo pela minha própria  família. Com isso cheguei a pensar que viver não fazia mais o menor sentido. 
Após dois anos de frustrações, numa madrugada eu comecei a orar à Deus e supliquei o seu consolo. Então, me lembrei de uma frase que dizia “faça das pedras do seu caminho a escada do seu ideal“. Naquele momento senti uma alegria muito forte invadir o meu coração e despertou em mim um sentimento de vencer. Me dei conta de que as pessoas que me amavam, mesmo sem intenção, estavam sendo pedras que me impediam de superar a dependência social.
A partir de então renasceu um novo homem disposto a  lutar incessantemente pelos sonhos que uma vez haviam  sido enterrados, juntamente com a minha visão. Uma nova etapa  se apresentou na  minha vida composta de  muitos  desafios,  conquistas    e superações. Onde havia pranto, júbilo se houve e aprendi que a verdadeira felicidade procedia de dentro para fora. Foi então que disposto, eu prossegui a jornada designada por Deus em minha vida. Continuei tocando trompete e teclado com muito mais intensidade. Hoje, são os meus ouvidos que guiam meu coração.
 
Após ser aposentado por invalidez aos 25 anos, compreendi a importância da segurança no trabalho e do uso dos equipamentos de proteção individual – EPIs. Se antes eu via aqueles equipamentos como pedras em minha vida hoje entendo que eu poderia estar vendo o mundo à minha volta se tivesse usado adequadamente. Esta é a mensagem que deixo em minhas palestras: agradeça a cada dia de trabalho e cuide-se para poder voltar vivo para casa com todas as partes do seu corpo. Dos cinco sentidos eu fiquei somente com quatro. Preserve os seus e seja feliz!

                               

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